

Hahnemann O mago dos Achismos
Nosso objetivo, como homeopatas
consistentes, é, para DECLARAR TODAS AS CURAS COMO PELA LEI DOS SEMELHANTES, E PROVAR SEREM POR TAL, como fez Hahnemann.
A lei descoberta pelo nosso grande mestre é abrangente, universal, e tão logo seus seguidores adotem esta proposição, melhor será para a honra e a influência da nossa escola
Christian Friedrich Samuel Hahnemann (1755-1843), o Grande Ofrat
de Coeten, foi o maior mestre desta nobre arte do qual deixou inúmeros seguidores até os dias de hoje. Nascido em Meissen,
o grande centro de alquimia do século XVIII, que pesquisava a pedra filosofal, um método único para transformar tudo em ouro ou em um remédio universal. Primeiro, quando foi fazer medicina, achou que tinha vocação para
tal. Após pular por três universidades, Leipzig, Viena e Erlangen, conseguiu finalmente se formar em 1781.
Se instalou em Hettstedt, em Mansfeldschen,
cidade de três a quatro mil habitantes, centro de minas de cobre, a 35 quilômetros de Halle
e a nove de Mansfeld.
Estudou mineralogia, o que sugere que deve ter clinicado pouco neste local para ter tempo. Praticou por oito anos pulando de cidade em cidade (Dessau,
Gommern, Dresden, Leipzig,),
e finalmente desistiu em 1789, achando que era muito difícil. Não existia uma regra só, cada doença tinha uma origem, cada remédio possuía uma indicação, tinha que se saber patologia, nosologia,
farmacologia, e tudo era ainda muito desconhecido. Tudo isto angustiava muito a sua alma de bom cristão. Drenar um abscesso, lancetar um trombo hemorroidário ou reduzir uma fratura então era um horror, aqueles gritos... Ele não tinha, decididamente, nascido para aquilo.

Traduzir era uma tarefa bem
mais fácil .
Pegava os livros que os outros tinham escrito e traduzia. Isto ele tinha facilidade. Conhecia muitas línguas desde novo. Fornecia pouco dinheiro, passava fome, a família vivia na miséria, mudava-se de cidade em cidade (28), mas era uma coisa que conseguia fazer.
Um dia, em 1790, traduzindo a Materia Medica de Culen,
achou que a explicação deste estava errada sobre o uso da infusão do córtex peruviano. Achou que deveria testar em si para descobrir o mecanismo da ação. Não no doente, objetivo para que são desenvolvidos os remédios. Qual o motivo: achou! Pois usou em si, e batata. Não era igual à doença, mas ele achou que era. Achou que era semelhante. Mesmo sendo contestado por outros médicos que não encontraram os mesmos resultados nem em pessoas nem em animais. Hoje em dia se está careca de saber que o mecanismo de ação dos seus derivados isolados, o quinino e a quinidina
não tem nada a ver com isto. Mas homeopata é exímio negador da ciência e continua contando esta “verdade” achando que ele acertou. Mesmo porque a ação do quinino não é dinâmica, mas apenas farmacológica. Mas e a verdade? Ora, é tudo apenas uma questão de epistemologia! Tanto que a China homeopatia não trata malária, mas algo misterioso, epidemiologicamente
inconsistente, o miasma.
Em 1800 mais uma vez achou que tinha descoberto uma nova substância e achou que podia ganhar dinheiro. Foi desmascarado, pois era apenas bórax, achando melhor devolver o dinheiro. Então novamente achou que tinha descoberto a prevenção da escarlatina, com a beladona. Até hoje se sabe ser falsa esta suposta prevenção.
O que é o miasma? Bom, ele também inventou. Para que ficar
estudando doenças para descobrir as causas, fisiopatologia, microbiologia, endocrinologia? Não. Uma doença só facilita a vida, o miasma. Tudo era sintoma do miasma, ou do agudo ou do crônico.
Partindo da generalização, testou em si e nos filhos ,
como grande cientista que era, 27 substâncias testadas em pessoas supostamente sadias, formando um livrão de prescrição .
Não mais para testar pelo semelhante achado, mas para produzir o seu prescrition book, para
quando relatado algum sintoma semelhante pelo enfermo (não igual, pois não teria sentido)
que no futuro ele prescreveria o remédio. Deu tudo errado, pois as pessoas acabavam piorando. Como grande observador, quando finalmente começou a usar em pacientes, ele deduziu que o remédio era muito forte no seu efeito curativo e as doenças estavam sendo curadas demais os piorando e precisava, então, enfraquecer a solução para não agravar. E foi diluindo, diluindo,
diluindo até não mais ter remédio .
Ah, aí a coisa mudou. Daí começou a funcionar. Após alguns meses as pessoas estavam bem ou não.
Mas qual a origem do miasma, lhe perguntavam, pois qualquer pessoa pode adoecer? Ele, em princípio, 1803, achou, que “é o café”.
Todo mundo tomava e as crianças que não tomam café, por efeito dinâmico, são contaminados pelos adultos que tomam perto delas, como um efeito magnético, adquirindo cárie, verminose, impetigo ....
(não estou inventando não, está escrito por ele).
Mas o tempo foi passando, e ele foi juntando fracassos que achava serem devido às perseguições que sofria, aos traidores da doutrina, jamais a inutilidade do medicamento. Daí lhe disseram, “Mas Dr Hahnemann,
o senhor diluiu tanto que nos seus remédios para se achar uma molécula teria que se ter o volume do lago Geneva,
na Suíça!” Ele então pensou que precisava achar um jeito da coisa funcionar. Sacudir em cada diluição até 100 vezes! Vinte e cinco anos após a sua “descoberta” ele achou que sacudindo as coisas iriam para frente. Isolaria só o efeito curativo,
dinâmico, espiritual mesmo, do medicamento. Coisa que não existia na farmacologia do passado e quanto na moderna. Qual a base para isto. É simples, ele achou mais uma vez que houvesse propriedades não restritas a matéria e que poderia a separar sacudindo com a mão batendo ela num livro de capa de couro. Além disso, ele achou que miasma era pouco. Primeiro, que não era de fato o café as causas dos males do mundo, e entre uma baforada de charuto e um copo de cerveja, achou que tinha encontrado a causa na Kratze (sarna), a coceira, que viria a se chamar de psora,
além da sycose
e da syphiles. E para as doenças que não eram autolimitadas,
deveria haver uma troca da forma de prescrição. Deveria se levar mais tempo para curar de dentro para fora, da alma para a pele, do