






O renascimento
da QUIMERA [i]
[ii]*
Ou
A origem da energia
vital

Os povos
primitivos, por serem
primitivos, atribuíam ao mundo
idéias mágicas para
explicar o mundo e os fatos.
Espíritos, maus-olhados, maldições,
energias místicas e
misteriosas para atribuir mecanismos
pelos fatos que
desconheciam as regras, os fenômenos
naturais ou as explicações
pela ventura ou
pelo azar. Adoravam o Sol,
a Lua, o fogo, a terra,
os vulcões, as montanhas,
seres dos rios
atribuindo a eles poderes
sobrenaturais. Esta é certamente
uma qualidade humana que
os animais não
possuem.
Um
destes conceitos era atribuir
aos seres vivos poderes
sobrenaturais extraordinários.
Acreditavam na predição do futuro
pelo estrebuchamento dos animais
para ler nas suas
entranhas. Os Egípcios praticavam tal
“arte”. A antropofagia levava ao guerreiro
a imaginar que podia adquirir
a coragem do inimigo, ao comer
o seu coração na crença
de que aí estava a
localização
da coragem ou
de suas qualidades
guerreiras e a possibilidade de poder introjetar esta capacidade
invisível pelo ato
de ingerir o cadáver. Esta prática
se difundiu no homem primitivo
e até nos povos
das Américas.
Povos
primitivos aqui da América
como os Moches e o povo
de Sipan já praticavam o
sacrifício humano.
Os astecas
e incas faziam sacrifícios
humanos para liberar
esta “energia” misteriosa dos seres
vivos, para agirem no meio,
coisa que os andinos
fazem até hoje em
dia com os animais,
ou escondidos com assassinatos
rituais. A liberação
da energia vital
agiria na terra garantindo a fertilidade
e a conseqüente colheita. Ao esgorjar e degolar a vítima
e espalhar o seu sangue
para transferir esta força
para a terra. Seria a crença
no poder de adubagem do sangue? É
fácil de se concluir que
não era esta
motivação no caso.
Para os Maias
seria a fonte da sucessão dos dias.
Para garantir a sua
continuidade fazia-se necessário a morte
sacrificial das crianças.
Estas liberariam a sua energia,
através do choro e da
liberação da energia pela
morte ritual das mesmas.

Esta crença
no poder oculto da morte,
do sacrifício e do sofrimento
levavam os chefes maias
a verterem o seu próprio sangue
na pira de imolação na crença
da liberação desta energia.
Faziam pequenos cortes
nos genitais
impregnando folhas ou
papeis para serem queimados e liberar
o poder sobrenatural do seu
sangue real através
da fumaça volátil.
Não
é na verdade um fato
limitado aos ameríndios, mas
parece que os povos primitivos
passaram por esta fase homicida
por idéias mágicas.
Tanto no ocidente como
no oriente.

Abraão
iria sacrificar o próprio
filho após um
delírio divinatório
da vontade de Deus.
Palácios
no oriente e no ocidente,
entre os vikins da Escandinávia, ou os
chineses primitivos colocavam nas fundações
pessoas sacrificadas para garantir
uma “boa” base para o prédio.
A estes
fatos se originou na mente
humana o conceito de animismo,
que se conhece por esse
nome a teoria formulada pelo antropólogo inglês Sir Edward
B. Tylor em sua
obra Primitive
Culture (1871; A cultura
primitiva). Modo de pensamento
ou sistema de crenças
em que se atribui a seres
vivos, objetos inanimados
e fenômenos naturais um
princípio vital inerente,
isto é, uma alma.
Reconhece-se na
teoria de Tylor o grande
valor de ter mostrado a conexão
entre o animismo e o culto
aos mortos, o xamanismo
etc., e sobretudo de ter iniciado
uma forma de abordar as crenças
dos povos primitivos,
as quais ele viu como
uma tentativa de racionalizar a experiência,
e não como manifestações
de uma mentalidade pré-lógica ou
como meras representações
simbólicas da ordem social.
Despacho usado pelas religiões afros para obter graças do mundo invisível!
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O conceito
de energia vital é interessante!
Apesar de não passar
de um conceito, é
utilizado por todas as pseudociências e terapias
alternativa para explicar
o inexplicável.
Vejamos o conceito
de Hahnemann

“A Energia Vital
é a energia responsável
pela manutenção
da vida nos
seres vivos
e é a energia que
se desprende do corpo físico
quando ocorre a morte.
Essa energia não
é perceptível aos nossos sentidos,
como todas as outras formas
de energia (magnética,
elétrica, nuclear,
etc.) e, de acordo com
Aristóteles (384-322 a.C.), no Homem,
é parte de um
composto substancial
que integra além
dessa energia, o corpo
físico, a alma
e o espírito”. http://www.sosdoutor.com.br/soshomeopatia/oqueeenergiavital.asp
Quem
acrescentou na tradução as forças magnéticas, elétrica, nuclear, gravitacional cometeu
um equívoco muito
grande, pois estas energias,
apesar de invisíveis,
podem afetar os sentidos. Basta
se jogar de uma janela que
a energia gravitacional
vai lembra-lo da sua
existência. O mesmo para
as outras formas. Basta
colocar a mão num fio
energizado, segurar a cápsula
de césio fosforescente, ou
segurar um imã perto
de um metal.
Hahnemann publicara um
pequeno ensaio, 'On the Effects
of Coffee from Original
Observations' [Die Wirkungen des Kaffee's]
(Leipzig, 1803) que daria as primeiras tintas
da
sua teoria que
viria a se chamar de psora
(1828) como sendo causado pelo consumo
de café (Coffea arabica) . Sua
idéia mágica era
de que até mesmo
crianças que não
consumissem a bebida, mas
permanecesse no mesmo recinto
em que adultos
faziam o consumo dela, poderiam ser
afetados e terem verminose,
cáries, doenças de pele.
“ENERGIA VITAL
- para Hahnemann seria uma mistura
de "maestro"
e "piloto automático"
de nosso corpo.
Tanto seria o responsável
pelo harmonioso
funcionamento de todas suas
partes, possibilitando ele
ser considerado um
todo, como
possibilitaria não termos
que "pensar"
para fazer acontecer
todas funções, reações,
etc do nosso corpo
para que
ele possa funcionar,
realizando as funções
"automáticas e vitais"
ditadas pelas partes do cérebro
responsáveis por
isso.
Sua natureza
é desconhecida.”
http://www.homeopatiaveterinaria.com.br/homeglos.htm
“Según Diccionario la Real Academia Española define como:
"Alma (del lat. ánima) f. Sustancia espiritual e inmortal, capaz de entender, querer y sentir, que informa al cuerpo humano y que con él constituye la esencia
del hombre"
Este es el terreno donde nació la Homeopatía,
donde Hahnemann estructura toda su doctrina, lo hace tan
adecuadamente que 200 años después seguimos basándonos en sus principios para utilizar adecuadamente el Arte de Curar.” Nos ensina
o Dr Ider Salgado Torres
.
Os desequilíbrios da Energia Vital
seriam produzidos por miasmas:
“É muito difícil, senão impossível, definir o que é um miasma. Segundo Hahnemann,
existiriam agudos e crônicos. Os miasmas crônicos teriam afetado praticamente todos os seres humanos em todas as épocas, e seriam transmitidos
misteriosamente através das infindáveis gerações.”
http://www.ac.org.br/homeopatia.htm
E o medicamento para agir no tratamento destes miasmas deveriam ser dinamizados:
“DINAMIZAÇÃO - preparação
de uma droga pelo
procedimento de diluição + sucussão (no caso
de substâncias solúveis)
ou diluição
+ trituração (no caso de substâncias
insolúveis). O termo
vem do grego
"dynamis" ( potência,
força) e qualificam substâncias
que adquiriram "energia"
medicamentosa. A quantidade de vezes
que o medicamento
foi dinamizado designa-se POTENCIA.”
http://www.homeopatiaveterinaria.com.br/homeglos.htm
Esta fantasia
se demonstrava na própria preparação
da apresentação homeopática: “Preparation,
Triturate the live insect with
sugar of milk.”
ao
se esperar isolar no almofariz
de trituração a “energia” pretendida. 
Vemos que é uma doutrina
rica em teorias,
mas elas vêm antes
das demonstrações dos fenômenos.
Elas partem da teoria
para criar outra
teoria, sem basear-se
em fenômenos reais.
Por exemplo. A homeopatia
tem efeito no tratamento
da amidalite (o que não
é verdade, pois não
existem trabalhos epidemiológicos para
demonstrar isto), afirmam! Mas,
na amidalite a energia
vital não está
ameaçada! Assim como
no climatério, na enxaqueca, na saudade
da mãe, da diarréia....
Nada disto ameaça a vida,
ameaça o desequilíbrio da energia
vital!
“1. Homeopathy is only
possible where the organism is still capable of reaction. This is it's
limitation.”
No entanto, na hora
em que realmente
temos um desequilíbrio como
no câncer, no estado de mal
asmático, na parada cardíaca,
no AVC (derrame), no infarto do miocárdio,
num balaço, na hemorragia
interna ou externa,
na AIDS, no estado de
coma, na hora que
a energia vital ameaça
de ir para integrar-se com
a energia cósmica, a medicação não
funciona. Nem mesmo
na potência 25.000 CH já
tentada.

Neste momento a medicação dinâmica
com partículas
subatômicas e cheias de energia
quântica não trata o real
desequilíbrio da força vital,
que até um
leigo sabe dizer: “Ele
vai se finar”. Neste exato momento
o homeopata consciente
se põe a gritar “É PRECISO CHAMAR
UM MÉDICO RÁPIDO”.
O poderoso medicamento
dinâmico por mais
energizado que estiver não
trata quando a pessoa
mais precisa. Quando
o desequilíbrio é real e ameaçador
da vida. Não está
restrito a doenças e afecções
inventadas pelo pseudoterapeuta para
mistificar.
Aí, neste momento
de desespero eles
viram para a família da vítima,
e levantando os ombros, se desculpam por
terem colocado a vida do familiar
em perigo: “É que
a energia vital está muito
fraca, não responde mais,
não há o que fazer,
né?”
O interessantíssimo da situação, é que
na UTI, na sala de emergência,
na sala de cirurgia,
no uso de medicamentos
com ação farmacológica
e uso de diagnósticos
racionais feito pelo
médico de verdade, o paciente
recupera a “energia vital”
evitando o uso da medicação energizada
de qual potência for.
Este foi o real
motivo do fechamento
no Brasil e só nos
EUA de mais de 100 hospitais
e 22 escolas Homeopáticas no fim
do século XIX. A quantidade de mortes
por falha terapêutica
quando a vida era
ameaçada.
Apenas descartam o paciente
do “estudo de caso”. Isto
é só para os que
estão sadios ou
curaram-se por si mesmo,
que eles computam como
sucesso.
Alegar é fácil, como
abaixo:

* QUIMERA
2. Fig. Produto
da imaginação; fantasia,
utopia, sonho: 2 &
3.
Incoerência, incongruência,
absurdo.

