Herança de Sangue

Na Moderna Medicina Científica

Muito se condena a medicina do passado pelo uso da sangria. Durante mais de dois mil anos, baseado num princípio de Hipócrates de que a pletora de um dos quatro elementos deveria ser tratada pela retirada do excesso, se praticou com enorme insucesso. Apesar de possuir um certo sentido, era uma prática feita sem o necessário conhecimento fisiopatológico das doenças, fisiológico da circulação, do sangue, da coagulação. Isto começou a se clarear após entendimento da circulação por Harvei, do começo da transfusão por ...., muitas vezes com problemas, entendido pela descoberta dos grupos sanguíneos, por Lansteiner. A descobertas dos anticoagulantes e conservantes adequados. A evolução da transfusão de sangue, que a princípio era feita de doador para doador, depois armazenando em frascos e atualmente em bolsas de plástico.

Do sangue fresco pode-se armazená-lo para ser usado quando preciso, e se separou em derivados, como a papa de hemácias ou glóbulos, o plasma, o crioprecipitado e as plaquetas. Isolou-se a gamaglobulina, o soro hiperimune. Tais produtos levaram ao controle das doenças do sangue, possibilitaram a realização de cirurgias de grande porte, transplantes, tratamento de hemofílicos pelo uso racional do sangue doado,

 

 

Nenhum processo mágico foi necessário para isto, apenas o racional, o lento e gradual entendimento, estudo, comprovação e correção de rumos em uma ação que contou com milhares de cientistas e médicos na constante construção da moderna medicina científica.

 

 

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